Publicado por Redação

A noz da Índia é um alimento que traz inúmeros benefícios para o nosso organismo, entre eles previne a prisão de ventre, reduz o colesterol e triglicérides, atenua a ansiedade, combate a celulite, reduz a fome e a vontade de comer doces, melhora a textura da pele e dá brilho aos cabelos e prolonga a sensação de saciedade pela sua grande quantidade de fibras.

Por isso, o alimento deve fazer parte de um cardápio balanceado das pessoas preocupadas com a saúde e o bem-estar. Porém, muitas pessoas incluem o ingrediente em busca do emagrecimento. Mas será que isso é eficiente?

Noz da Índia não emagrece!

A nutricionista Rayana Gonçalves fala sobre o noz da Índia no seu Facebook. A especialista aproveita a rede social para esclarecer de uma vez por todas se esse ingrediente emagrece mesmo.

A noz da Índia não deve ser utilizada para perder peso

Esse fruto tem um nível de toxidade alto (Foto: depositphotos)

Segundo ela, a noz da Índia não deve ser utilizada para perder peso, pois a planta é tóxica e não pode ser consumida sem a orientação de um especialista ou autorização médica.

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Ela lembra sobre os efeitos colaterais que a noz oferece: “nas primeiras semanas o consumo dela traria cólicas, diarreia, dores abdominais, dores musculares e dores de cabeça e no corpo. E alguém responde que esses sintomas são devido à eliminação de água e gordura, para aliviar estes sintomas é imprescindível tomar bastante água durante o tratamento”.

A noz da Índia é tóxica

Porém, essa crença está errada, pois “o uso dessa espécie vem sendo divulgado na internet para emagrecimento, por suas propriedades laxativas, contudo, existem referências científicas que citam sua toxicidade, principalmente das sementes não processadas, as quais contêm saponinas e forbol”.

Além de não emagrecer de forma saudável, a noz da Índia possui “ação cardiotônica e age na condução dos estímulos cardíacos e na força de contração do músculo. Se associada a outra medicação, como um diurético por exemplo, pode causar uma parada cardíaca e levar até a morte”.

Na opinião da nutricionista Rayana Gonçalves, “escolher ingeri-la por possuir características laxativas para emagrecer e correr o risco de sofrer uma intoxicação não vale a pena”. A planta inclusive faz parte de uma lista de alimentos tóxicos da Food and Drug Administration, a FDA, organização internacional importantíssima.

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“Dessa forma, seu uso pode trazer mais malefícios do que benefícios. Eu não indicaria o consumo da Noz da Índia, vale mais tentar conquistar bons resultados com o que a ciência já tem esclarecido, pois essa é a forma mais segura”, conclui a especialista.

O que consumir no lugar da noz da Índia?

Ouras opções para se consumir no lugar da noz da Índia são avelãs, castanha de caju e amêndoas

Substitua a noz da Índia pela versão tradicional (Foto: depositphotos)

Se você quer inserir as oleaginosas na sua dieta, existem alguns tipos mais seguros do que a noz da Índia, como avelãs, pecans, castanha de caju, amêndoas e as nozes.

Esses ingredientes são fontes poderosas de fibras, proteínas, cálcio, ferro, zinco, selênio e magnésio. Elas ainda oferecem vitamina E, gorduras insaturadas e ácido fólico.

Alguns estudos consideram ainda que as nozes tradicionais (e não a noz da Índia), reduz os triglicerídeos, o colesterol ruim e aumenta o HDL, que é o colesterol bom.

Um estudo encabeçado pela The American Journal of Clinical Nutrition revelou que as nozes causam “perda de peso, aumento da concentração de ômega 6 e ômega 3, diminuição de colesterol, diminuição de LDL (colesterol ruim) dentro das células. Esses resultados contribuem para um perfil metabólico com redução do potencial inflamatório e melhora do perfil lipídico, diminuindo a incidência de doenças aterosclerótica que geram infarto e AVC, por exemplo”.

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Para finalizar, a nutricionista Rayana Gonçalves ressalta no seu Facebook, que as oleaginosas são ricas em calorias e, por isso, devem ser consumidas com moderação. “Seu consumo deve ser calculado de acordo com suas necessidades. Não há mistério para perder peso, tudo depende da força de vontade, de seguir o plano alimentar e ao longo do tempo os resultados vão aparecendo”.

Saiba mais sobre outras oleaginosas

As amêndoas, por possuírem baixo índice glicêmico, são indicadas para dietas de emagrecimento

As oleaginosas, como amêndoas, castanhas e macadâmia, podem ser usadas a favor da saúde (Foto: depositphotos)

Agora que você já sabe que os especialistas recomendam o consumo das nozes, mas não da noz da Índia para emagrecer, veja outras oleaginosas que podem dar uma forcinha na sua dieta.

Macadâmia: os minerais e as vitaminas presentes na macadâmia reduzem o risco de doenças metabólicas, diabetes e hipertensão. Ela é rica em ômega 7, que ajuda a emagrecer pois controla a gordura e reduz o apetite. Porém, seu consumo deve ser moderado.

Amêndoas: fonte de antioxidantes, de gorduras monoinsaturadas, de minerais e de vitaminas B1 e E. Ela é indicada para a saúde do coração e tem baixo teor glicêmico, índice muito bom para quem quer emagrecer.

Castanha de Caju: é indicada para pessoas anêmicas e com colesterol alto ruim. A arginina presente na sua composição melhora o desempenho em exercícios físicos. Rica em zinco, uma colher (de sopa) é necessária para conquistar 23% da dose diária indicada.

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Avelã: ela é a oleaginosa mais indicada para combater o colesterol ruim, e aumentar o colesterol bom, graças à presença abundante de gorduras monoinsaturadas.

Castanha do Pará: é o alimento natural que mais contém selênio, que combate os radicais livres e fortalece o sistema imunológico. É ainda um poderoso aliado para ativar os hormônios da tireoide.

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