Publicado por Natália Petrin
  • Compartilhe no Google+
  • Compartilhe no Whatsapp

A planta folha da fortuna, de onde são tiradas as folhas frescas para fins medicinais, é originária da África. Chegando a 1,5 m de altura, seu caule é de cor clara e suas flores são hermafroditas, tubulosas, penduladas e de coloração verde-pálido ou amarelo avermelhado.

Esta planta, conhecida como folha milagrosa, era usada pela população indígena como uma panaceia, e como ribeirinha na medicina tradicional de outras regiões brasileiras e de outros países.

Folha-da-fortuna

Foto: Reprodução

Propriedades da planta

Com propriedades emolientes, cicatrizantes e anti-inflamatórias, seus princípios ativos são as mucilagens, taninos, ácidos gástricos, sais minerais e glicosídeos.

A planta contém ainda um grupo de princípios ativos que vem despertando o interesse dos cientistas. São semelhantes e estruturam as atividades de dois cardiotônicos: a digoxina e a digitoxina, que são usados para tratar doenças cardíacas congestivas e suas complicações.

Demonstraram ainda atividade antibacteriana, antitumoral, preventiva ao câncer e inseticida, tendo a maioria de seus usos tradicionais comprovados cientificamente.

Indicações da folha da fortuna

O uso da planta é indicado para tratamento de coqueluche e afecções do aparelho respiratório, gastrites e úlceras. No entanto, seu principal uso é no tratamento de queimaduras e furúnculos.

Como preparar para o uso?

Como forma de cataplasma, pode ser preparada por meio do aquecimento da folha. Após o aquecimento, deve ser aplicada sobre o local afetado. É indicada em casos de queimaduras e furúnculos. Caso sejam outros ferimentos, indica-se fazer uma pasta com a folha e colocar sobre a região machucada.

O suco pode ser preparado com uma folha para uma xícara de chá de água. Deve ser batida no liquidificador e ingerida duas vezes ao dia, entre as refeições.

Posologia

Para uso interno, as indicações são de uma colher de sopa de folhas frescas amassadas em um pilão e acrescentadas a uma xícara de chá de leite morno, até três vezes ao dia, em caso de tosses.

Para úlceras estomacais, tomar uma xícara duas vezes ao dia, entre as principais refeições. O indicado é usar uma colher de sopa de folhas frescas amassadas em um pilão.

Para dor de ouvido, amasse em um pilão e acrescente uma colher de sopa de glicerina. Pingue de duas a três gotas no ouvido dolorido duas vezes ao dia.

Em caso de afecções da pele, amasse de três a seis colheres de sopa de folhas frescas até formar uma pasta. Aplique durante 15 minutos duas vezes ao dia.

Interação com medicamentos

Pode potencializar o efeito de barbitúricos e de glicosídeos cardiotônicos, além dos efeitos dos medicamentos imunossupressores.

Efeitos colaterais e contraindicações

Evite o uso por longos períodos, pois possui efeito imunossupressor. Não deve ser usado por pessoas com sistema imunológico baixo.

Veja mais!