Publicado por Ana Ligia
  • Compartilhe no Google+
  • Compartilhe no Whatsapp

A dieta hiperproteica ficou muito conhecida e caiu no gosto popular, inclusive das celebridades. Tudo isso graças à sua promessa de mobilizar os estoques de gordura de uma forma mais rápida e eficaz que as dietas convencionais. Mas será que essa é uma forma segura de perder peso?

De forma resumida, a dieta hiperproteica baseia-se no aumento considerável do consumo de proteínas e na redução drástica do consumo de carboidratos.

Talvez o grande diferencial e sucesso dessa dieta seja a possibilidade de comer livremente vários tipos de alimento e, ainda assim, existir uma considerável perda de peso ainda nas primeiras semanas.

Dieta das proteínas: vantagens e desvantagens

Foto: depositphotos

De acordo com a nutricionista, Sinara Menezes, isso acontece porque a glicose é a principal fonte de energia do organismo e os carboidratos são a principal fonte desse nutriente. “Com a queda na ingestão de carboidratos, há também uma queda na oferta de energia imediata, forçando o organismo à buscar alternativas para manter-se ativo”, explica.

Mas ao contrário do que se pensa, esse método não é algo tão fácil, como uma espécie de queima automática de gorduras. “Diante da privação de energia, o organismo recorre aos estoques metabólicos de forma ordenada e, em casos extremos, queima inclusive os próprios músculos – logo, se não seguida com cautela, a perda de peso promovida pela dieta pode não ser um emagrecimento qualificado”, explica a nutricionista.

Com a privação do principal meio de se conseguir energia rápida, o organismo passa a recorrer às reservas energéticas. Quando isso acontece, o corpo não está queimando apenas gordura, mas também glicogênio, outra forma de armazena energia.

O problema é que cada grama do glicogênio possui aproximadamente 3 grama de água. Quando ele é utilizado, isso significa que o organismo também está perdendo líquido.

Ou seja, a perda de peso que é logo visível não é apenas queima de gordura: a mudança no espelho e na balança também é resultado da perda muscular e dos líquidos, algo nem um pouco saudável para o organismo, principalmente a longo prazo.

“Devido a fama do emagrecimento intenso logo nas primeiras semanas, muitas pessoas acabam, deliberadamente, seguindo a dieta somente por este período, ou pior: recorrem às medidas extremas dessa fase inicial por um período prolongado, acreditando que vão perder ainda mais peso. Além de precisarmos de outros macronutrientes como os próprios carboidratos, o consumo excessivo de proteínas pode trazer danos à saúde”, alerta a especialista.

Os benefícios da dieta das proteínas

Mas isso não quer dizer que a dieta das proteínas é algo necessariamente prejudicial. Isso tudo irá depender da intensidade. “O próprio conceito de dieta, quando nos referimos à um regime, é a falta de equilíbrio. Já existe o consenso de que métodos restritivos não são eficazes a longo prazo e ainda contribuem para o efeito sanfona”, aponta Sinara.

Apostar nas proteínas e na redução alimentar são formas eficazes e saudáveis de manter uma boa forma à longo prazo, mas é preciso evitar os extremos.

A nutricionista aponta que é possível incorporar ao cotidiano alguns passos da dieta hiperproteica que podem beneficiar o emagrecimento, porém sem abrir mão de um cardápio balanceado.

Beba muito líquido

“Além de essencial para manter o bom funcionamento do intestino, manter-se bem hidratado beneficia o emagrecimento: ingerir muita água e outras bebidas detox, por exemplo, combate o inchaço e auxilia na eliminação de impurezas do organismo”, aconselha.

Inclua farelo de aveia no cardápio

O alimento é rico em vitaminas e sais minerais e é uma excelente fonte de fibras solúveis que proporcionam a sensação de saciedade e auxilia no controle do apetite.

Aposte nos alimentos funcionais

“Alimentos como a pimenta, o gengibre, o chá verde e a canela estimulam a termogênese, processo pelo qual o corpo gasta mais calorias para manter a temperatura do organismo estável”, revela a especialista.

Evite o sódio e o açúcar

Evite o consumo de produtos industrializados que, muitas vezes, abusam do açúcar e de sódio. O primeiro item contribui para o sobrepeso e para o surgimento de doenças como a diabetes. Já o segundo aumenta a retenção de líquidos e ainda é um  fator de risco para o desenvolvimento de diversas enfermidades.

Proteínas + exercício físico

“As proteínas são importantíssimas para a construção dos tecidos, em especial os músculos. Para quem deseja emagrecer, investir no fortalecimento da musculatura é uma boa forma de aumentar o gasto de calorias mesmo em repouso, pois quanto mais massa magra você tiver, maior será a taxa metabólica basal. Porém, para que isso seja possível, é fundamental investir numa rotina de exercícios de resistência”, conta a nutricionista.

Veja mais!