Publicado por Natália Petrin
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Com nome científico Ephedra sinica, a Efedra é uma planta arbustiva pertencente à família das Ephedraceae, e pode ser encontrada na Europa, Índia, América do Norte, Afeganistão e Austrália, apesar de ser originária da China.

Ela tem entre 30 cm e 50 cm de altura, e apresenta folhas pequenas e caules longos e finos. O chá da planta vem sendo usado desde os primeiros colonos, quando era conhecida como chá de índia, ou ainda chá de mórmon. Sintetizada no ano de 1927, a efedrina vem sendo usada de forma intensiva em medicamentos usados para alergias e constipações.

O interesse, entretanto, na planta, começou em torno de 1923, quando foi demonstrado que o alcaloide da efedrina, quando isolado, possuía diversos efeitos farmacológicos. O primeiro escrito que comprova o uso antigo da Ephedra foi feito por Pen Ts’ao de Shen Nung, que era uma ervanária chinesa de 2800 A.C.

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Foto: depositphotos

Na China, a planta tem o nome de Ma-huang, que significa “adstringente amarelo”, e foi usada pelos guardas do exército mongol de Ghengis Kahn, para que pudessem manter-se acordados pela noite toda, não cochilando em seu turno. Isso, no período, poderia ser passível de pena: decapitação.

Benefícios e propriedades

A planta vem sendo usada devido aos seus benefícios, que envolvem sua ação como tônico muscular, redutor do apetite, estimulante, diurético e broncodilatador, sendo excelente para o tratamento da gripe, sinusite crônica, rinite vasomotora, congestão nasal, bronquite e asma.

A efedra é um energético natural, além de estimular a transpiração e diminuir os níveis de ácido estomacal e da saliva. Há, para quem consome, uma constrição dos vasos sanguíneos, excitação cardíaca e dilatamento bronquial, que são os efeitos da adrenalina, imitados pelo seu consumo. É usada em pílulas de dieta junto aos supressores de apetite e cafeína.

Contraindicações e efeitos colaterais

O uso da planta é contraindicada para mulheres gestantes e em fase de lactação. Além disso, é contraindicado para pacientes com retenção urinária, tumor benigno na suprarrenal, pedras nos rins, doenças cardíacas, hipertrofia benigna da próstata com acumulação de urina, glaucoma, pressão alta, angina, agitação e ansiedade.

A planta e seu consumo foram banidos nos Estados Unidos pela Food and Drug Administration (FDA), assim como regulamentada pela Anvisa, já que apresenta riscos de complicações cardíacas. Pode causar, também, quando em doses elevadas, náuseas, dores no peito, dificuldade para urinar e insônia. No Brasil, a substância é controlada, e é vedado o uso livre em entorpecentes ou suplementos dietéticos.

Seu consumo pode causar também fraqueza muscular, tremores, dores de cabeça, tontura, hipertrofia da próstata, doenças cardíacas e hipertensão.

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