Publicado por Natália Petrin
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Os feijões, além de alimentos saborosos e muito apreciados na culinária brasileira, possuem uma proteína de reserva. No entanto, o feijão branco possui a faseolamina, que inibe o processo de digestão do carboidrato, inibindo a absorção de açúcares no sangue. O processo todo só acontece quando ele é ingerido na forma de farinha, que é uma espécie de extrato do feijão branco.

Farinha de feijão branco

Foto: Reprodução

Os benefícios da farinha

A farinha ajuda no emagrecimento. O fato é comprovado por estudo que comprovou que a ingestão diária da farinha ajuda a eliminar 1,7 kg a mais do que com outros medicamentos. A farinha ajuda a reduzir a absorção de carboidratos por meio da proteína faseolamina, que atua inibindo a ação da enzima alfa-milase, que transforma o amido em glicose. O carboidrato, então, é quebrado e não digerido, reduzindo em 20% a sua absorção pelo organismo.

Por ser rica em fibras, a farinha, quando consumida antes das principais refeições, ajuda a aumentar a saciedade. Ela forma um gel no bolo alimentar, tornando mais lenta a absorção da glicose e do colesterol, mantendo o estômago cheio por um período mais longo.

Com a faseolamina reduzindo a conversão do amido em glicose e as fibras tornando a absorção do açúcar mais lenta, evitam-se picos glicêmicos no sangue, diminuindo a produção de insulina. A insulina é o hormônio responsável por colocar a glicose nas células, e também está relacionado ao armazenamento de gorduras nos tecidos adiposos.

A farinha ainda reforça o sistema imunológico, reduz o colesterol, melhora o funcionamento do intestino e controla a glicemia prevenindo o diabetes do tipo 2.

Como fazer a farinha?

Lave o feijão branco com água e seque ao sol por dois ou três dias. Coloque no liquidificador ou processador, e bata até que forme uma farinha. Passe-a em uma peneira e, em seguida, coloque-a novamente no liquidificador ou processador e bata novamente. Peneire novamente e armazene em embalagem seca.

Como consumir?

O consumo diário recomendado é de 5g, cerca de uma colher de café, diluída em água trinta minutos antes do almoço e do jantar. Ela também pode ser usada no preparo de alimentos, mas não deve exceder a quantia de 30g ao dia. Pode se usada para comer com frutas, saladas, sucos, iogurtes ou em receitas como bolos, tortas e panquecas.

Contraindicações e reações adversas

O consumo diário da farinha não pode ultrapassar os 30 ou 40 dias, uma vez que quando crus, os feijões contém fatores antinutricionais chamados de fitatos, que pioram a absorção de nutrientes como o ferro, o zinco, o cobre e o fósforo. Não deve ser consumida por pessoas com anemia nem gestantes. O consumo excessivo, mais de 30g ao dia, pode trazer efeitos colaterais como desconforto gástrico, náuseas, vômitos, dores estomacais, diarreia e flatulências. É importante que o consumo da farinha seja associado a uma alimentação balanceada e ao consumo de, pelo menos, um litro de água ao dia.

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