Publicado por Natália Petrin
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Existem dois tipos comuns de romã, a amarela que possui grande quantidade de sementes e uma pequena parte carnosa, e a vermelha, originária do Canadá, que tem pequenas quantidades de sementes em uma grossa camada carnosa. No comércio, a amarela é mais facilmente encontrada, tendo inclusive preços mais baixos, mas ambas possuem excelentes valores nutricionais. A fruta possui um sabor levemente ácido e é pouco consumida ou lembrada no Brasil. No entanto, a fruta aparece na história antiga da Grécia, por exemplo, onde era comum o  seu consumo por mulheres em eventos religiosos, com o intuito de evocar a fertilidade. Em diversas culturas, a fruta carrega significados diversos, alguns com base em fatos e outras apenas superstições.

Romã

Foto: Reprodução

A saúde por meio da romã

Tônica, diurética, antiespasmódica e tenífuga, a fruta produz resultados no tratamento da garganta, da gengiva, de cólicas intestinais e diarreia. As folhas são usadas para a lavagem dos olhos e contra os vermes.

O suco da fruta contém um poderoso antioxidante flavonóide, eficiente na prevenção dos problemas cardíacos. Além disso, tanto o suco, quanto a polpa e a casca, contêm propriedades capazes de reduzir o colesterol, retardar o envelhecimento e auxiliar no tratamento do câncer e da AIDS.

A casca da fruta é rica em taninos elágicos, derivados de ácido gálico, flavonoides, glicosilados, antocianinas, glicosídeos e ácidos graxos.

Benefícios da romã

A fruta, de acordo com nutricionistas, pode trazer diversos benefícios. Entre eles, a diminuição do colesterol ruim (LDL) e do colesterol total, prevenção de patologias como o diabetes, obesidade e hipertensão, além da prevenção do envelhecimento celular devido à sua atuação como antioxidante.

Além disso, fortalece o sistema imunológico prevenindo gripes e viroses, diminui inflamações celulares e age como anticancerígena.

Como consumir a romã?

A fruta pode ser consumida in natura, em chá ou por meio da mastigação de pedaços da casca. Para gripe, pode-se mastigar pedaços da casca verde ou seca, processo que reforça o sistema imunológico auxiliando na eliminação do vírus. Para os olhos, o sumo das sementes pode ser usado para fazer um colírio de tratamento em casos de glaucoma e catarata. Este pode ser feito com todas as sementes de uma romã. Esprema-as até formar um suco vermelho, peneire usando um pano ou uma peneira fina e retire qualquer resíduo que possa ter ficado. Coloque em um vidro de colírio esterilizado e seco, e deixe na geladeira. Pode ser usado por um mês.

Contra os vermes, usa-se o chá. Em um copo de água, coloque três colheres de sopa da casca, do caule ou da raiz e leve ao fogo. Quando alcançar fervura, desligue, abafe e deixe amornar. Tome um copo três vezes ao dia. No outro dia, em jejum, tome um laxante, auxiliando na eliminação rápida dos vermes.

Quando houver inflamação na garganta, o mesmo chá usado contra os vermes pode ser feito. Ao amornar, adicione uma colher de chá de sal e outra de vinagre, e faça gargarejos com a mistura três vezes ao dia. O procedimento deve ser repetido até a cura.

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